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Monday, January 12, 2004

A Batalha do Halbe (25-29 Abril 1945) 

1ª Parte - O Cerco do 9º Exército


Em Abril de 1945, o Exército Vermelho iniciou o seu ataque final a Berlim. Foi um ataque em massa contra defesas alemãs muito enfraquecidas e desorganizadas.
Os tanques e infantaria soviéticos avançaram principalmente pelas florestas, evitando as principais estradas, melhor defendidas.

A 24 de Abril, o 9º Exército alemão do General Busse foi completamente cercado nas florestas do Spree, a sudeste de Berlim. O General Wenck, que comandava o 12º Exército lançou o seu XX Corpo num contra-ataque de auxílio.

Nos dias seguintes deu-se um feroz combate pela cidade de Beelitz, nos arredores de Berlim. Muitos civis foram apanhados no fogo cruzado, e as divisões alemãs esforçavam-se por os ajudar a escapar do inferno dos combates. O General Wenck deu ordens para se abrir um corredor de saída para Potsdam ( um subúrbio de Berlim) e ajudar o 9º Exército.

As tropas cercadas na floresta eram compostas por divisões desmanteladas e enfraquecidas e muitos civis que fugiam aterrorizados do avanço soviético. No total, 80 000 pessoas estavam cercadas. A maior parte eram tropas do 9º Exército, mas também lá se encontravam tropas do XI Corpo Panzer SS, o V Corpo de Montanha SS, a guarnição de Frankfurt que escapara do cerco soviético à cidade e o V Corpo Panzer do 4º Exército e os civis.

Busse falou com Wenck e decidiu tentar furar o cerco para ocidente, juntando-se ao 12º Exército e depois para o rio Elba. A rectaguarda de Busse estava no entanto em constantes combates com as forças do General Zukhov, o que lhe iria atrasar os movimentos.

A 25 de Abirl, Busse decidiu ignorar as instruções de Hitler no sentido de defenderem Berlim nas suas posições. Restavam-lhe 31 tanques Panther e 10 King Tiger. Iria usá-los como ponta de lança para atacar o inimigo á sua frente, o rectaguarda do General Konev. Este previu o único local possível para o ataque alemão. A auto-estrada Berlim-Dresden. Reagiu ao fim do dia enviando o 3º Exército da Guarda do General Gordov para guarnecer a auto-estrada. No entanto permaneceu uma brecha nas linhas soviéticas.

Na manhã de 26 de Abril, a vanguarda de Busse atacou a partir da cidade do Halbe, descobrindo a brecha existente. O combate foi dantesco como descreve Fred Saalfeld, um soldado alemão que nele tomou parte:


Muitas casas estavam em chamas. O tiroteio era infernal. De todos os cantos se fazia fogo sem se saber onde estavam os nossos soldados ou os nossos inimigos. Centenas, melhor, milhares de mortos jaziam por toda a parte. Eram russos, alemães, mulheres, velhos e crianças, tudo misturado. O cheiro dos cadáveres era insuportável. Entre os mortos, centenas de feridos esvaíam-se em sangue, mas ninguém se importava com isso. Aqueles que tinham caído no meio das ruas eram atropelados , sem piedade, pelos carros de assalto e tanques de ambos os lados em conbate. Os gritos de dor e aflição enchiam o ar. A desorientação dentro da cidade era completa. Eu era soldado há quatro anos. Tinha entrado em muitas batalhas sangrentas, desde o Don ao Oder, mas nunca vira combate tão feroz, uma luta de vida ou morte como aquela.

O ataque foi bem sucedido e os alemães quebraram o cerco e atravessaram a auto-estrada. O General Luchinsky enviou as 50º e 96º Divisões de Atiradores de Guarda num contra-ataque desesperado. Também a aviação soviética foi chamada obrigando muitos alemães a recuar pela auto-estrada.

(continua)


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