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Wednesday, November 10, 2004

Yasser Arafat (1929-2004) 

De seu nome completo Mohammed Yasser Abdul-Ra'ouf Qudwa Al-Husseini , foi o quinto de sete filhos de um comerciante de texteis. Nasceu a 24 de Agosto de 1929 na Palestina, tendo sido registado o seu nascimento na cidade do Cairo, no Egipto.

Em 1948 deu-se o conflito israelo-palestiniano o que levou Arafat a abandonar a universidade no Cairo e ir para a Palestina para lutar pela independencia, tendo sido recusado por não ter experiência militar.

Nos anos 50 foi presidente da União de Estudantes Palestinianos, tirou o curso de Engenharia Civil e tornou-se tenente no exército Egípcio. Pouco tempo depois mudou-se para o Kuwait onde trabalhou como engenheiro civil e ajudou a fundar a Fatah, organização que pretendia a fundação de um estado palestiniano independente, onde é hoje Israel e a Jordânia.

Nos anos 60 a Fatah organizou diversos actos terroristas contra Israel, apoiada pela Síria, tendo Arafat adoptado o nome de Abu Ammar. Pouco tempo depois foi obrigado a fugir para Beirut, na Líbia, com os seus homens de confiança.

Em 1964 foi criada a OLP (Organização de Libertação da Palestina) da qual a Fatah fazia parte. Após a guerra dos seis dias(1967), que opos Israel á Liga Árabe, com a derrota desta ultima, Arafat assumiu um papel de relevo na OLP e concentrou os seus esforços numa massiva campanha terrorista contra Israel, durante os dez anos seguintes.

No topo da lista dos actos terroristas da Fatah nestes anos foi o sequestro e morte de 11 atletas israelitas nos jogos olímpicos de Munique em 1972 pelo grupo "Setembro Negro" que atraiu muita atenção pela causa palestiniana mas também muita condenação.
A partir desta altura Arafat esforçou-se também pela via diplomática, conseguindo o reconhecimento pela ONU da sua organização e dele próprio como seu líder e interluctor válido na cena internacional para a causa palestiniana. No entanto o terrorismo continuava com tensões entre Israel, Líbano, Síria, Jorndânia e Estados Unidos. O sequestro do cruzeiro Achille Lauro em 1985 foi outro acto terrorista da OLP que chocou o mundo, onde um passageiro judeu, confinado a uma cadeira de rodas foi morto e atirado borda fora pelos terroristas.

No entanto nos anos seguintes Arafat mostrou-se mais interessado numa solução de compromisso e empenhou-se num tratado de paz com Israel que finalmente foi concluído em 1993 sob o patrocínio dos EUA e do seu presidente Bill Clinton. Este tratado valeu a Arafat e ao presidente Israelita Yitzhak Rabin, o prémio Nobel da paz desse ano.

Em 1994 foi criada pelos Acordos de Oslo a Autoridade Palestiniana, da qual Arafat era presidente eleito com 83% de votos. Apesar dos acordos a violência entre israelitas e palestinianos continuava mais intensa que nunca. Em 2000 deu-se a cimeira de Camp David com o primeiro ministro israelita Ehud Barak, mas Arafat recusou as propostas israelitas e americanas.

Depois disto começou um período negro que dura até hoje. O ministro do turismo israelita, conhecido radical sionista entrou numa mesquita palestiniana provocando os árabes tendo sido assassinado, com mais trinta israelitas. O Primeiro ministro Ariel Sharon decidiu enviar tropas para Ramallah e cercar Arafat no seu quartel-general. De 2001 em diante a violência aumentou gradualmente pondo em perigo o processo de paz. O presidente Bush declarou que Arafat estava envolvido na violência e deixou de o considerar um interlocutor válido nas conversações.

Arafat no entanto, nunca deixou de condenar os actos terroristas sem, no entanto deixar de apoiar as suas causas. Arafat era visto pelos palestinianos como um símbolo da resistência contra israel, e só os mais radicais o criticavam pela sua posição ambígua.

Durante a sua vida Arafat sobreviveu a vários atentados e acidentes. Agora, confinado a uma cama de hospital e Paris, sobrevive apenas ligado a máquinas. Com a sua morte, é um fim de uma era no médio-oriente, mas não o fim de um conflito que ameaça arrastar-se indefinidamente.




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