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Friday, July 29, 2005

A maior batalha da História (parte 2) 

No início de 1942 a Russia não estava de joelhos, mas estava virtualmente esventrada por uma guerra terrível. O líder soviético Josef Stalin declarara a Grande Guerra Patriótica, e toda a URSS trabalhava agora em prol de esforço de guerra. Milhões de pessoas haviam morrido ou ficado sem casa, mas as indústrias militares soviéticas haviam sido deslocadas para leste, fora de alcance dos alemães.

Do lado alemão reinava a confiança. Haviam desbaratado as forças soviéticas, impondo-lhes perdas catastróficas. Haviam conquistado territórios enormes, e posoto o país a saque. Mas no entanto não estavam tranquilos. Os russos não capitulavam. Quanto mais adversa era a sua situação mais fanática era a sua resistência. Quantos mais russos morriam mais apareciam para tomar o seu lugar na luta.

Para o soldado comum alemão, lutando longe de casa, aquela era uma guerra de orgulho. Uma potência superior submetendo uma inferior. Queria conquistar e voltar para casa. Mas para o soldado russo era uma questão de sobrevivência e de vingança. Era o seu solo natal que era pisado pelas botas alemãs, eram as suas famílias que sofriam ás mãos de um invasor que os queria exterminar.

Lutando agora contra os britânicos no Norte da Europa e no Norte de África e sofrendo ataques das forças da resistências dos países ocupados, a Alemanha tinha agora demasiadas frentes abertas. E a maior e que mais recursos consumia era sem dúvida a frente Russa. Na sua megalómania, Hitler estava confiante que face ás perdas do ano anterior, a Russia não iria suportar uma nova ofensiva alemã.

Assim, na Primavera de 1942 os alemães renovaram a sua ofensiva a sul. O objectivo seria cortar o tráfego no rio Volga e a conquista de Estalinegrado. Esta ofensiva levou á mais emblemática batalha da Segunda Grande Guerra, a Batalha por Estalinegrado. Foi uma das mais horrendas e violentas batalhas da história da humanidade.
A 24 de Agosto de 1942 a Luftwaffe literalmente destruiu toda a cidade num bombardeamento que matou cerca de 40 mil pessoas. A seguir avançaram as divisões blindadas e de infantaria compreendendo quase 400 mil homens naquele que era o exército mais poderoso da Wehrmacht, o 6º Exército comandado pelo General von Paulus.

Seguiu-se uma violenta batalha de atrito em que os russos resistiram desesperadamente sobre o peso do exército alemão. Em Outubro os alemães chegaram a dominar cerca de 95% da cidade, mas reforços russos eram constantemente envidos pelo rio Volga sob fogo da Luftwaffe e mantinham a resistencia. O general russo Chuikov foi o líder da resistencia na cidade muitas vezes ordenando contra-ataques suicidas para manter a estreitra faixa de terreno que defendia.

Em Novembro as forças alemãs estavam exaustas e desmoralizadas. Ao mesmo tempo, os Russos haviam reunido um grande exército por trás da cidade e apressavam-se agora a cercar o 6º exército alemão. Para finalizar o desastre alemão o Inverno russo começou, mais gélido que nunca, matando milhares de soldados alemães. Em Janeiro os Russos dera início á sua contra ofensiva, chamada de Operação Uranus e cercaram mais de 350 mil soldados alemães na região de Estalinegrado. Poucos dias mais tarde o General von Paulus rendeu-se para grande fúria de Hitler.

O desastre do 6º exército em Estalinegrado foi um golpe do qual a Alemanha nazi nunca se recompôs, e ditou a reviravolta no sentido da guerra. Agora eram os russos que detinham os trunfos...


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